A Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) do Paraná vai intensificar a fiscalização do comércio de sementes e mudas em todo o Estado, principalmente para produtos que vêm de outros estados. Em reunião realizada ontem com representantes da Associação Paranaense de Produtores de Sementes e Mudas (Apasem), da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o secretário da Agricultura Norberto Ortigara solicitou o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que o Estado mantenha um laboratório oficial para fazer as análises sobre a qualidade das sementes e mudas antes de serem colocadas no comércio.
Paralelamente, Ortigara irá encaminhar um projeto de lei à Assembleia Legislativa para atualizar a Lei de Sementes, que trata da comercialização e sanidade de sementes e mudas.
As análises de sementes e mudas no Paraná eram realizadas pela Empresa Paranaense de Classificação (Claspar), que foi extinta após fusão com a Companhia Paranaense de Desenvolvimento Agropecuário (Codapar). Conforme levantamento apresentado pela Apasem, em 2003 foram coletadas 8,5 mil amostras de sementes disponíveis no comércio para avaliação de qualidade no laboratório da Claspar. No ano passado, a atribuição, que era do antigo Departamento de Fiscalização e Sanidade Agropecuária (Defis), da Seab, coletou somente 295 amostras.
O presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, alegou que a agência pode fazer essa fiscalização nos produtos somente depois da emissão da nota fiscal no comércio. "Com isso, perde-se muito da eficiência do trabalho", justificou.

Qualidade
O presidente da Apasem, Marcos Antonio Trintinalha, lembrou que o Paraná é um dos únicos estados brasileiros a garantir o comércio de sementes de qualidade. Segundo ele, o Mapa fiscaliza a produção, o que ajuda a manter o padrão de qualidade, mas a preocupação é com a comercialização desses produtos, quando são colocados ao lado de sementes de outros estados, onde a fiscalização a campo não é exercida com o rigor necessário.
A Apasem sugere que se façam testes de confrontação entre as análises realizadas pela iniciativa privada e a oficial, para dar garantia ao processo de verificação da qualidade. "A confrontação do serviço oficial inibe a ocorrência de desvios", reforçou Trintinalha.

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