Fiscais da Defesa Sanitária Vegetal (DSV) da Secretaria da Agricultura e da Receita Estadual em Umuarama fecharam segunda-feira à noite uma beneficiadora clandestina de sementes de pastagens em Brasilândia do Sul (72 quilômetros de Umuarama). Foram aprendidas 40 toneladas de sementes e mais de duas mil embalagens falsas que seriam utilizadas para comercializar o produto. A beneficiadora funcionava na Fazenda Alvorada, de Ricardo Muntorianu. O fazendeiro beneficiava e comercializava sementes há 3 anos e teria lesado dezenas de agricultores, segundo o fiscal da DSA, Feliciano Meza Lhanos. Alguns agricultores compraram sacas de semente que continham até 60% de terra.
Mesmo com a presença de policiais militares, dono da fazenda se recusou a abrir o barracão onde estava a mercadoria. Os fiscais tiveram de pedir um mandado de busca e apreensão ao juiz de Alto Piquiri, Jair Botura. O juiz forneceu o mandado e autorizou o arrombamento do barracão. Segundo Lhanos, a beneficiadora já responde a 12 processos administrativos na Seab por funcionar sem registro. O total de multas pode ultrapassar R$ 8 mil em cada processo.
Agora, Ricardo Muntorianu também vai responder processos criminais por sonegação de impostos, por fraude contra a economia, estelionato e por tentar obstruir o trabalho dos fiscais. Nas embalagens da ‘‘Sementes Alvoradas’’ consta que a benefiadora possui registro na Secretaria da Agricultura de São Paulo. ‘‘Ele não tem autorização de orgão nenhum’’, disse Meza Lhanos.
Para obter registro na Seab, as beneficiadoras de sementes tem de cumprir uma série de exigências, entre elas área de cultivo própria e livre de mato, instalações adequadas para beneficiar e armazenar o produto, limites de
contaminação das sementes por ervas daninhas e um engenheiro agrônomo responsável. A beneficiadora de Brasilândia do Sul não tinha nada disso.

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