Curitiba - A Secretaria de Agricultura deve definir ainda esta semana a data de destruição de toda a soja transgênica encontrada no Paraná nesta safra. Em reunião, ontem, com representantes de todos os núcleos regionais da Seab, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal, Hamilton Keller, iniciou a organização da operação.
‘‘Queremos disciplinar as ações em todos os núcleos’’, explicou. Isso porque, em algumas regiões a soja modificada já foi colhida, mas em outras ainda não. A forma de armazenar essa soja também não foi a mesma em todos os núcleos.
Além da data, a Seab deve definir a forma de fazer a destruição da soja modificada. Por enquanto, tudo indica que a técnica mais recomendada é a incineração. Até o final da semana, a Seab espera também concluir o levantamento de todas as áreas plantadas com OGM no Paraná nesta safra.
O último levantamento, divulgado no dia 7 de maio, apontava a existência de 99 áreas de soja transgênica confirmadas em laboratório, o equivalente a 964,6 hectares. A Seab aguarda o resultado de exames feitos em outras 143 propriedades.
Os 964,6 ha confirmados com transgenia representam 0,03% da área total de soja cultivada no Paraná, que é de 3,22 milhões de hectares. O cultivo e comercialização de produtos transgênicos são crimes no Brasil. O produtores que manipulam esse tipo de alimento respondem por processo administrativo na Seab e podem sofrer inquérito criminal do Ministério Público Federal.

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