Seab espera liberação de Loanda
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de setembro de 2006
Ellen Taborda<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário da Agricultura, Newton Pohl Ribas, disse ontem que espera para a próxima semana a liberação da movimentação do rebanho bovino de Loanda (102 km a oeste de Paranavaí), que está interditado por causa da febre aftosa. Na última quarta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), emitiu a nota técnica de número 40, que permite a comercialização e o trânsito de animais nas outras quatro regiões do Paraná que estavam sob investigação por causa da aftosa - Maringá, Grandes Rios, Bela Vista do Paraíso e São Sebastião da Amoreira.
De acordo com Pohl, o ministério determinou uma investigação complementar em 16 propriedades em Loanda. Ao todo, estão interditadas na região 95 fazendas, que ficam no raio de 10 quilômetros dos dois focos identificados pelo Mapa, nas fazendas São Paulo e Alto Alegre. A Secretaria da Agricultura (Seab) deve encaminhar até quarta-feira para o ministério questionários sobre a circulação do rebanho das 16 fazendas. ''Eles querem saber de onde vieram esses animais. Como o ministério não pediu mais exames sorológicos, a expectativa é extremamente positiva'', disse o secretário.
A nota técnica do Mapa que liberou 481 das 576 propriedades interditadas, com base nos resultados dos exames sorológicos, chegou ontem até a Seab. A partir de agora, os donos das fazendas liberadas podem vacinar seus rebanhos, movimentar os animais dentro do território nacional, retomar o abate e as operações de cria e recria. Ontem mesmo, a Seab iria avisar os chefes de Defesa Sanitária e Agropecuária das regiões sobre a liberação. ''A orientação é que os produtores façam a vacinação de forma imediata'', orientou Pohl.
A partir do momento em que as propriedades de Loanda forem liberadas, o Mapa deverá encaminhar um relatório final à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A organização irá analisar o documento para definir se o Paraná será decretado novamente área livre de aftosa para voltar a exportar carne bovina.
Pohl também se defendeu ontem de acusações de que a Seab teria se precipitado ao decretar suspeita de aftosa no Paraná. ''Dentro do princípio de precaução, responsabilidade e transparência, tínhamos que fazer isso''. Ele acusou o Mapa pelo sacrifício de 6.781 animais em março. ''Nós comunicamos a suspeita, foi deles a decisão. A questão é discutir quem tem a razão, mas hoje isso não é mais tão importante.''


