Seab e Mapa acertam reunião para dia 27
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A polêmica sobre a confirmação do foco de febre aftosa no Paraná continua. Na terça-feira, técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e de outros órgãos participarão de uma reunião em Curitiba, na qual os resultados de todos os exames realizados serão discutidos.
''Será uma discussão exclusivamente técnica. Ali, a situação será definida. Os técnicos terão que chegar a um consenso (sobre a ocorrência ou não de aftosa no Paraná). Caso isso não aconteça, a Justiça decidirá a questão. A discussão sobre a aftosa já entrou na esfera judicial'', afirmou o deputado federal Abelardo Lupion (PFL-PR), integrante da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal, que investiga a confirmação do foco de febre aftosa no Paraná.
O encontro foi acertado ontem, em uma reunião entre o vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, o ministro Roberto Rodrigues e deputados, em Brasília. As divergências entre Seab e Mapa foram mantidas. A única resolução prática foi o agendamento da reunião de terça-feira.
Na semana passada, a Justiça Federal do Mato Grosso do Sul concedeu liminar para proibir o sacrifício dos animais da Fazenda Bonanza, em Eldorado. No Paraná, o único foco da doença confirmado foi registrado na Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira (47 km ao sul de Cornélio Procópio).
Segundo o Mapa, animais da propriedade que apresentaram sorologia positiva teriam vindo da Fazenda Bonanza. Em exames, não houve isolamento de vírus da aftosa nas amostras coletadas de animais da Fazenda Cachoeira e da Fazenda Bonanza. Mas esta última faz divisa com uma propriedade onde houve confirmação de foco, o que fez com que o Mapa decretasse vinculação epidemiológica.
Esta semana, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) estimou em R$ 4,7 milhões o prejuízo diário dos produtores rurais paranaenses devido à confirmação do foco de febre aftosa no Estado e ao impasse entre Mapa e governo estadual sobre o diagnóstico da doença. A Faep apontou que o prejuízo total direto poderá superar R$ 1 bilhão até que a polêmica sobre a confirmação seja resolvida.
No início da semana, o Mapa informou que a União Européia manterá a restrição às importações de carnes brasileiras apenas para os Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Uma missão do ministério está em Moscou, com o objetivo de discutir a flexibilização do embargo imposto pela Rússia à carne brasileira. Segundo a assessoria do Mapa, a equipe deve retornar hoje ao Brasil.


