'Se todo mundo pagasse o mínimo seria ótimo'
Curitiba - Para a empresária Adriane Krukoski, 45 anos, o salário regional não vai gerar nenhum impacto no orçamento familiar. Isso porque ela foge à regra e sempre pagou a sua empregada doméstica um salário superior ao mínimo. O salário nacional nunca cobriu as necessidades de uma pessoa. Fica inviável pagar luz, água e comprar comida com essa quantia. Acho errado que se trabalhe para ganhar apenas esse valor, critica. Para mim não vai fazer diferença o salário regional porque nunca paguei o mínimo para minha funcionária em quase nove anos que ela trabalha comigo, conta Adriane, se referindo a Tereza Janete Pedrozo, de 34 anos, para quem paga atualmente o salário de R$ 760,00.
A empresária acredita que o o salário regional é válido para quem obedece o pagamento do mínimo. Compromete um pouco no recolhimento do INSS e vai onerar para quem já paga transporte, férias e décimo terceiro. Isso pode causar uma situação inversa e perigosa que é a demissão, avalia Adriane. Se todo mundo pagasse o salário mínimo seria ótimo. Mas acho que vai ter muita gente sem carteira assinada. Existem as patroas que são certinhas e outras que não dão valor à empregada. No interior, o problema vai se agravar porque lá não se paga nem o mínimo, quem dirá o regional, pondera Janete, natural do município de Palmas. (F.G.)





