Se ministério mandar, PR vai sacrificar animais
Curitiba - A direção da Fazenda Expermimental do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), que encontra-se interditada pela Secretaria da Agricultura por apresentar animais suspeitos de contrair a febre aftosa, disse ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que pretende cumprir a decisão de sacrificar os animais, se os resultados confirmarem as suspeitas da doença. Antes, porém, a direção da fazenda pretende solicitar uma contraprova dos exames para ter certeza que essa é a melhor solução, informou a assessora.
Na Cesumar encontram-se 32 fêmeas compradas na Eurozebu, em Londrina. Os animais estão isolados, em regime de quarentena e não tiveram contato com os animais da fazenda, garante a direção da universidade. A universidade garantiu também que os animais retidos não apresentaram os sintomas da doença.
A empresa paulista Quilombo Empreendimentos e Participações foi mais radical e recorreu à Justiça para impedir o abate de 28 vacas da raça nelore, de sua propriedade, que encontram-se retidas na Expotoledo. A Seab determinou a retenção dos animais ao identificar que cinco deles eram provenientes de um dos municípios do estado do Mato Grosso do Sul, onde há surto confirmado da febre aftosa. O juiz Eugênio Giongo, da Comarca de Toledo, acatou pedido da empresa paulista e concedeu uma liminar que impede o abate dos animais.
O secretário Orlando Pessuti disse que está preparado para enfrentar a resistência do criador, situação que ele pretende encarar ''com naturalidade''. Em caso de confirmação das suspeitas de foco de febre aftosa no Paraná, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento vai cumprir a determinação ministerial e vai abater os animais indicados, afirmou. Para o secretário, a decisão de criadores paulistas ao recorrerem à Justiça para impedir o abate foi precipitada porque não há nada que comprove que os animais retidos em Toledo estejam doentes. (V.C.)





