SDS é contra gatilho salarial e reindexação
O secretário-geral da Social Democracia Sindical (SDS), José Ibrahim disse ontem, durante visita à Folha, em Londrina, que a entidade é contra a reindexação e o gatilho salarial. Segundo ele, a medida favoreceria a ciranda especulativa e criaria uma cultura inflacionária. É preciso outras saídas para superar a crise e o arrocho nos salários, afirmou.
O dirigente disse que a entidade vai defender, nas discussões sobre o novo salário mínimo, um valor entre R$ 180,00 e R$ 190,00. É claro que ninguém, em sã consciência, acredita que o mínimo dá para o mínimo de sobrevivência como prevê a Constituição, mas como referência para Previdência e salários de prefeituras, é um teto.
Ibrahim esteve ontem em Londrina para organizar o seminário que a entidade promoverá no próximo dia 16. O seminário ainda não tem local definido, mas contará com a presença de líderes nacionais e estaduais da SDS. Durante o seminário, a Social Democracia Sindical vai oficializar o ingresso de 80 sindicatos do Paraná à entidade. Segundo o secretário-geral da entidade, os sindicatos reúnem cerca de 800 mil trabalhadores de várias categorias como os ferroviários, eletricitários, transportadores. A maioria era ligada à Força Sindical.
A SDS existe há dois anos e, de acordo com José Ibrahim, já ultrapassou 800 sindicatos em número de filiação. Estamos preocupados também em agregar outras entidades como associações de trabalhadores rurais, estudantes, ONGs, informou. Outro filão da Social Democracia é o trabalho informal. De acordo com a entidade, 57% dos postos de trabalho no Brasil estão hoje na informalidade.César AugustoLideranças da Social Democracia Sindical em visita à Folha ontemPatrícia Zanin





