SDE pode impedir anúncios da premium
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terça-feira, 25 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - Dentro de uma semana a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça anunciará as medidas que tomará contra as distribuidoras Esso, BR-Petrobrás Distribuidora e Ipiranga. As empresas lançaram no mercado a gasolina premium como um combustível de qualidade superior para qualquer tipo de carro, quando o seu uso se limita aos importados que não passaram por uma adaptação para o clima brasileiro. A premium é uma gasolina de alta octanagem.
O secretário de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, Aurélio Wander Bastos, disse ontem já ter começado a estudar o caso. A SDE foi acionada depois que os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia se manifestarem contra a campanha publicitária das distribuidoras, considerada por eles propaganda enganosa. Por isso, solicitaram esclarecimentos às distribuidoras sobre quem realmente se beneficia com o novo produto.
O Ministério da Fazenda pediu a ajuda da SDE porque o consumidor, iludido com a propaganda, pode acabar enchendo o tanque com um combustível cerca de 30% mais caro que a gasolina comum, sem ter qualquer ganho adicional no rendimento do motor de seu carro. As distribuidoras deverão ser chamadas para dar explicações à SDE.
EsclarecimentosO Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) entrou com três representações junto às agências que estão fazendo a campanha da premium. Talent (Ipiranga), Contemporânea (BR) e J. Thompson (Esso) e os anunciantes devem explicar quais são os benefícios reais do produto.
Os anunciantes, de acordo com o Conar, têm cinco dias úteis para se manifestarem. Em seguida suas informações serão analisadas. No processo os conselheiros do Conar deverão julgar se estão diante de propaganda enganosa e, se for o caso, recomendarem que os anúncios sejam modificados ou suspensos.
Diante da polêmica, a Ipiranga decidiu retirar seu anúncio do ar.


