São Paulo - A Schincariol anunciou ontem que moverá ações na Justiça contra a AmBev e o cantor Zeca Pagodinho. A primeira ação, contra a AmBev, seria por perdas e danos, baseada no suposto aliciamento do cantor, então garoto-propaganda da Schincariol, pela concorrente. Zeca Pagodinho teria que responder, além de perdas e danos, por quebra de contrato.
Desde a última semana, o cantor protagoniza um comercial da cerveja Brahma, uma das marcas da AmBev. Zeca fora a estrela do lançamento da Nova Schin, da Schincariol, em agosto do ano passado, que sustenta manter contrato de exclusividade com o artista até setembro próximo.
O diretor-superintendente da Schincariol, Adriano Schincariol, afirmou que a AmBev promoveu a veiculação da campanha com Zeca Pagodinho para ''encobrir'' os problemas que estaria enfrentando desde o anúncio do acordo com a Interbrew. No início deste mês, os controladores da AmBev transferiram o controle acionário da companhia para a Interbrew, em troca de participação na cervejaria belga. ''É uma cortina de fumaça para desviar a atenção do que realmente interessa. O que queríamos que aparecesse, que são as questões da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), acabam deixadas de lado pela polêmica em torno do Zeca'', disse.
O empresário fazia alusão à queda das ações preferenciais da AmBev, depois do anúncio do acordo com a Interbrew, e à admissão do co-presidente do conselho de administração da AmBev, Victório De Marchi, de que houve vazamento de informações sobre a negociação com os belgas.

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