A fábrica Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba, produzirá o monovolume Mégane Scénic e o Clio 2. Nessa primeira fase será montada apenas a Scénic. Alguns processos na Renault são inovadores, como pintura, feita com a utilização de tintas solúveis à base de água.
O modelo Scénic é uma minivan derivada do Mégane, fabricado na Argentina. O grande destaque dessa minivan é a facilidade de alterar a configuração do habitáculo. Para isso o teto do Scénic é 15 cm mais alto do que as outras versões do Mégane, como o sedã e o hatchback de cinco portas, que são produzidos na Argentina.
A Folha Carro & Cia avaliou uma unidade francesa, equipada com motor turbodiesel de 1.9 litro, ou 1.870 cm3. Na Europa o carro roda com outras três motorizações, todas a gasolina: 1.4 (1.390 cm3), 1.6 (1.598 cm3) e 2.0 (1.998 cm3) litros.
A posição de dirigir é mais elevada, o que torna a tarefa menos cansativa. Pode se dizer que é um prazer pilotar a minivan Scénic. Na parte de trás estão colocados três bancos, que podem levar dois adultos e uma criança com facilidade, já que o banco central é mais estreito. Este banco aliás pode avançar 17 cm e o rebatimento de suas costas pode transformá-lo em uma mesa.
Se esse banco central for retirado, é possível mudar a configuração do habitáculo. Rebatendo os bancos posteriores (total ou parcialmente) amplia-se a capacidade de carga, que atinge o seu máximo com a remoção dos três bancos. Nesse caso o Scénic assume as características de um furgão. A Renault pretende com a Scénic ganhar o mercado interno, ainda não acostumado com esse tipo de veículo.
O modelo mede 4.134 mm de comprimento, 1.719 mm de largura e 1.600 mm de altura. Pode acomodar cinco pessoas. A agilidade da Scénic é conseguida pela distância entre eixos (258 cm). É agradável no trânsito dentro ou fora das cidades. A posição mais alta de dirigir facilita a visibilidade. O sistema de freios conta com discos ventilados na frente e tambores na traseira. ABS é oferecido como item opcional. Merece elogio o conforto dos bancos e a suspensão macia.
O Mégane Scénic foi eleito carro do ano na Europa no ano passado. Dos modelos que existem no Velho Continente só vão ficar faltando o cupê e o conversível, que não têm previsão para chegar aos países do Mercosul.
O propulsor a gasolina mais fraco, de 1.4 litro, gera 75 cv. O motor de 1.6 litro, com potência de 90 cv a 5 mil rpm e torque de 14,3 kgfm a 4 mil rpm. O mais potente, de 2.0 litros, gera 115 cv a 5.400 rpm e o torque de 17,5 kgfm a 4.250 rpm. O preço deve ficar na faixa entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.
O Clio 2, o próximo carro a sair da linha de produção da Renault em São José dos Pinhais, é bastante diferente do modelo importado da Argentina. O novo design privilegia os faróis, grandes e largos, e uma traseira mais ovalada.
Construído sobre uma plataforma inédita, é 6 cm mais largo que a versão anterior. Como o Scénic, o Clio 2 utiliza de materiais compostos nas peças de plástico, o que resulta um melhor acabamento interior. O capô dianteiro é de alumínio, o que demonstra a busca de uma leveza ao carro.
O interior é bem resolvido e traz desenho moderno e funcional. Os assentos estão maiores e mais confortáveis. A Renault aumentou os níveis de segurança, não só na estrutura, mas também nos equipamentos disponíveis como air bag frontais, laterais e futuramente os de cabeça e tórax.
O Clio 2 manteve a estrutura mecânica com nova suspensão traseira e novas motorizações. A gama de motores que equipa o carro na França se inicia com um 1.2 litro de 60 cv, passando por um 1.4 de 75 cv, 1.6 de 90 cv (o mesmo que equipa o Mégane), e o esportivo 1.6 de 16V e 110 cv de potência.DivulgaçãoOs destaquesA Renault quer ganhar o Brasil e o Mercosul com a minivan Scénic (no alto), que pode se transformar num furgão. Ao lado, o Clio 2, o próximo a sair da linha de produçãoVeja a avaliação feita pela Folha nos modelos a ser produzidos em São José dos Pinhais

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