Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Um scanner com esteira, equipamento usado para a fiscalização de bagagens em aeroportos, está aumentando em 20% a quantidade de mercadorias vistoriadas na aduana brasileira da Ponte da Amizade, que une as cidades de Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai.
O equipamento funcionou por duas semanas no mês de julho ainda em regime experimental e, logo em seguida, foi adotado definitivamente pela Receita Federal. Por enquanto, o scanner está combatendo apenas o contrabando chamado ‘‘formiguinha’’, feito em pequenas quantidades em vans, táxis e carros particulares.
‘‘Aumentou principalmente a apreensão de pequenas quantidades de maconha transportadas em pacotes de cigarros e de relógios escondidos dentro de embalagens de uísque’’, informa Daniel Alcazar, chefe da aduana. Além de surpresas desagradáveis para quem faz o contrabando formiguinha, o scanner também pode servir para alertar os sacoleiros que compram produtos fraudados no comércio da fronteira.
O caso mais comum até agora são embalagens de pacotes de cigarros que escondem apenas uma barra de isopor com recheio de cimento e passavam despercebidos pela fiscalização em meio a centenas de outros pacotes. Até o final do ano, mais duas esteiras serão instaladas na aduana. Uma para controlar os espontâneos (veículos que procuram os fiscais para o pagamento do imposto de importação) e outra destinado aos ônibus, em que a fiscalização costuma ser mais lenta.
O controle das cargas é feito por amostragem. O scanner funciona das 8 da manhã às 20 horas. O equipamento também está instalado no pátio da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), que abriga a Estação Aduaneira de Interior (Eadi), localizada à margem da Br-277, na saída de Foz.

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