O ‘‘Procon’’ dos direitos sociais dos trabalhadores, como foi apelidado, será instalado em Florianópolis (SC) pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), universidades e centrais sindicais dos países membros do Mercosul. Trata-se do Observatório Social do Mercosul, um centro de estudos das condições dos trabalhadores em empresas que atuam no mercado regional - por exemplo, na indústria automobilística, que deve ser uma das primeiras a ser estudada. Salários, meio-ambiente, prática de negociação, política de recursos humanos, tudo será conferido pelos especialistas para saber se há igualdade no tratamento a trabalhadores argentinos, paraguaios, uruguaios e brasileiros.
A idéia, segundo o vice-presidente da CUT, João Vaccari Neto, é apresentar para a sociedade e para o movimento sindical, de tempos em tempos, dados e análise do comportamento das empresas em relação ao respeito por normas internacionais de trabalho - jornada, proibição de trabalho infantil, de discriminação salarial em razão de sexo e cor e outros, permissão para atuação sindical livre, etc - e também às legislações nacionais. É o teste de qualidade social das empresas, de acordo com Vaccari. ‘‘Os consumidores precisam saber se estão comprando um produto fabricado em condições dignas para os trabalhadores e com respeito ao País ou região onde a fábrica foi instalada.’’
A instalação do observatório será concorrida. Dirigentes das maiores centrais sindicais do Mercosul (CUT-Brasil, CUT-Paraguai, PIT/CNT-Uruguai, CTA-Argentina), e mais professores de universidades, técnicos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócios-Econômicos (Dieese), além de observadores de centrais mundiais de trabalhadores, já estavam desde ontem hospedados da Escola-Sul da CUT, em Florianópolis, um complexo que inclui hotel e escola sindical, onde o observatório funcionará.
Eles participarão, até sábado, do Seminário Internacional Observatório Mercosul, durante o qual poderão dar sugestões de funcionamento do observatório.

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