Os estados de Santa Catarina(SC) e Rio Grande do Sul(RS) já estão ajustando a produção de suínos para atender à Associação Brasileira de Criadores de Suínos, que orientou para uma queda de 5% este ano. Os dois estados aumentaram a produção do ano passado em 11% e 9%, para atender contratos de exportação. Com isso, foi gerado um excedente de produção que precisa ser eliminado, como forma de evitar queda nos preços da carne de suínos.
Para o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Romeu Carlos Royer, o Paraná não precisa promover a redução no abate de suínos, porque já está trabalhando com a produção ajustada à demanda. Salientou que os produtores paranaenses iniciaram o ano de 99 com uma pequena margem de rentabilidade, em relação aos demais estados do Sul, em função do preço do milho. Aqui, os produtores estão pagando R$ 8,70 a saca no balcão da Conab, enquanto no RS e SC já estão pagando R$ 10,00.
No Paraná o custo de produção está avaliado em R$ 0,78 o quilo de suino vivo, para uma produtividade de 22 leitões por porca/ano. Na comercialização, os produtores estão conseguindo R$ 0,86 o quilo.
Segundo Royer, o aumento de produção nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina ocorreu após os dois estados terem alcançado o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa. Em função disso, a Rússia iniciou negociações para importar 35.000 t de carne, que foram frustradas com a crise ocorrida naquele país.
Para eliminar o excedente de produção gerado por este episódio, os produtores já descartaram matrizes, acabando com o estoque de suinos acabados no final de 1998, comentou Royer. Como resultado desse ajuste as compras já estão antecipadas.
Apesar da frustração dos contratos de exportação de carne suína para a Rússia, o setor não desanimou. A Associação Brasileira de Suinocultores prevê elevar as exportações para 110 mil t em 1999. No ano passado, o setor já exportou 85 mil t, o que representou um incremento de 37% sobre o desempenho do ano anterior.

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