A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) abateu ontem 12 bovinos que haviam entrado clandestinamente no Estado.
Os animais estavam em um caminhão próximo a um frigorífico de São Miguel d’Oeste (736 km a oeste de Florianópolis).
Abordados pela Polícia Militar, os dois ocupantes do caminhão não revelaram a procedência do gado. A Cidasc acredita que os bovinos, mestiços de zebu, sejam do Paraná.
Os animais, que não tinham documento sanitário ou fiscal, foram sacrificados no município de Xanxerê, onde há o único frigorífico de abate da região.
‘‘Com o perigo da aftosa, animais de procedência desconhecida oferecem risco ao rebanho catarinense’’, disse Itacir Galina, gerente regional da Cidasc.
Santa Catarina, há 11 anos sem registro da doença, é o único Estado do país onde o gado é livre da aftosa sem vacinação. A última vacinação do rebanho ocorreu em abril de 2000.
O Estado montou barreiras sanitárias em suas divisas e fronteiras para evitar que a carne gaúcha, paranaense ou argentina entre em território catarinense.
A intenção do governo cantarinense é manter a imagem de isenção total, segundo os técnicos. Santa Catarina também pretende aumentar a vigilância em cima da carne suína.

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