Não fosse o componente saúde, Londrina não estaria entre os 430 municípios de alto desenvolvimento do País. A cidade ficou na 13ª posição estadual e 144ª nacional no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2015, divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Em educação, a nota do município foi 0,8036; em emprego e renda, 0,7851; e em saúde, terceiro componente do índice, 0,9345. O IFMD, média entre os três, foi de 0,8411.
A Firjan considera como de alto desenvolvimento a cidade que tem nota superior a 0,8. Entre 0,6 e 0,8, a classificação é de desenvolvimento moderado. Se estiver na faixa de 0,4 a 0,6, o município é tido como de desenvolvimento regular. Com nota menor, a classificação é de baixo desenvolvimento. O IFMD 2015 processa os dados de 2013. A Firjan apura o índice desde 2005. As informações são obtidas nos ministérios do Trabalho e Emprego, da Educação e da Saúde.
Desde 2005, Londrina tem IFMD acima de 0,8. Mas isoladamente, a educação só apresentou nota mais alta que 0,8 em 2013 (0,8036). Na saúde, a nota foi sempre acima de 0,9. Mas, em emprego e renda, ficou abaixo de 0,80 na maioria dos anos, exceção para 2012 (0,8148) e 2010 (0,8374), Em 2013, o maior IFMD do Paraná foi o de Maringá (0,8740), que ficou na 22ª colocação nacional. Na sequência veio Apucarana (0,8729), Cianorte (0,8647), Campo Mourão (0,8643), e Paranavaí (0,8627). Curitiba, que é a capital com melhor índice do País (0,8618), ocupa a sexta posição no Paraná.
O primeiro lugar no Estado vem sendo disputado desde 2005 entre Maringá e Apucarana. Além de 2013, a Cidade Canção ficou na dianteira em 2010 e em 2005. Apucarana esteve em primeiro em 2012, e no período entre 2006 e 2010. Já a Capital figurou em várias posições, desde primeira, em 2011, até a 10ª, em 2012. A melhor posição de Londrina foi a quarta (nos anos 2010, 2009, e 2006). Em 2012, estava em 8ºlugar, caindo para 13º no ano seguinte, sua pior colocação.
Jonathas Goulart, especialista em Desenvolvimento Econômico do Sistema Firjan, diz que é difícil explicar por que Londrina saiu de 8º para 13º lugar e por que está tão atrás de Maringá. "São regiões de desenvolvimento semelhante. Às vezes uma particularidade do mercado de trabalho acaba influenciando para mais ou para menos", declara.
A reportagem calculou uma média simples entre os índices dos 24 municípios que formam a Região Metropolitana de Londrina (Comel). O resultado foi 0,7484. E fez o mesmo com os 25 da Região Metropolitana de Maringá (Comem), obtendo uma média muito parecida: 0,7482.
Goulart ressalta que o Paraná está muito bem posicionado quanto ao desenvolvimento de seus municípios. "Dos 399, estão em nível alto ou moderado 383", conta. São 96% dos municípios nestas condições contra uma média de 68% no País. Os Estados do Sul e São Paulo, de acordo com ele, são os que têm os melhores indicadores.
O presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Júlio Suzuki, acredita que Maringá tem se beneficiado mais que Londrina da pujança do agronegócio paranaense, incluindo a agroindústria. "2013 foi um ano excelente para o agronegócio. Londrina tem preponderância nos serviços", diferencia. Ele lembra também que a dificuldade de Londrina de se industrializar é um "problema estrutural de muito tempo".

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