Dólar terminou a sessão em baixa de 0,38% a R$ 3,2386
O dólar sofreu variações no pregão desta quarta-feira, 25, conforme eram divulgadas as notícias sobre a votação da segunda denúncia contra o presidente Temer e sua internação. Minutos antes do fechamento do mercado, o quórum para votação na Câmara havia sido atingido e as notícias eram de que o presidente passava bem. No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,38%, aos R$ 3,2386. O giro financeiro somou US$ 962 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,2290 (-0,67%) e na máxima, R$ 3,2601 (+0,28%). No mercado futuro, o dólar para novembro caiu 0,37%, aos R$ 3,2355. O giro financeiro somou US$ 25,51 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,2310 (-0,50%) a R$ 3,2620 (+0,44%).

Ibovespa fecha em alta de 0,42%, aos 76.671 pontos
A movimentação política intensa e tumultuada desta quarta-feira teve influência limitada sobre os negócios no mercado acionário brasileiro, mas decisiva. À espera de importantes definições do cenário doméstico, o investidor operou por quase todo o dia alinhado ao humor externo, onde o viés foi negativo. O Índice Bovespa, que operou em baixa durante quase toda a tarde, inverteu o sinal na última hora de negócios e fechou com ganho de 0,42%, aos 76.671,13 pontos. Os negócios somaram R$ 8,8 bilhões. O único momento de estresse foi visto logo após a notícia da internação do presidente Michel Temer. Por volta das 14h28, o indicador marcou a mínima de 75.404,32 pontos, em baixa de 1,24%.

Perspectiva de privatização faz Eletrobras ON avançar
No final dos negócios, Petrobras ON e PN tiveram altas de 1,01% e 1,27%, respectivamente. Entre os bancos, destaque para Banco do Brasil ON (+1,62%), units do Santander (+1,35%) e B3 ON (+3,06%). A maior alta do índice ficou com Eletrobras ON, que avançou 3,45%, novamente embalada pela perspectiva de privatização. O Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou que a medida provisória que abre caminho para a privatização da companhia deve ser editada na próxima semana. Em encontro na terça-feira com empresários franceses, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se mostrou otimista e comparou o processo de privatização da Eletrobras ao da Telebras, em 1998.

DI para janeiro de 2019 encerrou com taxa de 7,24%
Os juros futuros fecharam a sessão regular em baixa nesta quarta-feira, 25. A alta apurada nas três últimas sessões abriu espaço para a devolução de parte dos prêmios, a partir do câmbio mais comportado e da aposta de que a denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, seria derrubada. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018, que melhor capta as apostas do mercado para a política monetária em 2017, fechou em 7,254%, de 7,275% no ajuste de terça-feira, e o DI para janeiro de 2019 encerrou com taxa de 7,24%, ante ajuste anterior de 7,27%. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,95% para 8,90%. O DI para janeiro de 2023 terminou com taxa de 9,59%, de 9,64%.

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