Quem observa o intenso vai e vem de clientes e funcionários na Macrovida Produtos Naturais não imagina que, há 10 anos, somente o proprietário Ivo Gessner e sua mulher trabalhavam no local. Instalada na Rua Piauí, área central, a loja progrediu rapidamente, numa época em que a cidade tinha poucos estabelecimentos do tipo. Hoje, ela emprega 12 pessoas.
Não há números que dimensionem a evolução do setor, mas é vísivel que Londrina tem cada dia mais lojas de produtos naturais.''O ser humano está com sede de produtos saudáveis. Por isso, a cidade tem uma casa de naturais em cada esquina'', afirma Gessner.
Gessner também credita à mídia o crescimento do setor. ''Fazem muita propaganda. Muitas são sérias, mas também há enganação. Prometem o céu e a terra'', reconhece. Ele não revela o faturamento da loja e diz que não calculou quanto o negócio cresceu até agora. Mas afirma ter clientes de todas as classes sociais.
A Nutribom tem uma história parecida com a da Macrovida. Nasceu há 15 anos por iniciativa de Geisa Cristina Vieira e, na época, não contava com nenhum funcionário. Hoje, a empresa, que fica na Rua Porto Alegre (região central), emprega 13 pessoas a atua também no atacado. ''Vendemos ervas, temperos, sementes e grãos para as lojas de produtos naturais da cidade'', conta.
Segundo Geisa, seus clientes estão preocupados com uma melhor alimentação e a mídia também incentiva esse comportamento. ''Nem bem sai uma matéria a respeito de um determinado produto e todo mundo corre para as lojas experimentar'', afirma.
A gestora da Associação Brasileira de Produtos Naturais, Artesanais e Bem-Estar (Abaplan), Edilene Costa, diz que o segmento ainda é novo e não existem dados disponíveis a respeito dele. Mas garante que os negócios se expandem no mundo inteiro e não estão relacionados com nenhum modismo. ''É um crescimento sustentável'', garante.
Na Meissen, indústria de produtos naturais de São Paulo, o crescimento no ano passado foi de 15%. ''Nos últimos dez anos, calculo que crescemos pelo menos 200%'', conta o sócio-proprietário Luís Carlos Alvares Lobo. Um dos produtos mais vendidos da fábrica é o cloreto de magnésio. ''Vendemos em média 10 mil sachês por mês.''

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