Saques em fundos de investimento chegam a R$ 34 bilhões no ano
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quarta-feira, 10 de julho de 2002
Agência Estado 
São Paulo Os fundos de investimento continuam registrando fuga de capitais diariamente. De acordo com relatório da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), no dia 5 de julho os saques foram de R$ 1,974 bilhão. No mês, a saída chega a R$ 5,735 bilhões e, no ano, a R$ 34,015 bilhões.
Os fundos que registram os maiores saques em julho são os de renda fixa (prefixados), que tiveram saída de capitais de R$ 1,331 bilhão no dia 5 e de R$ 2,355 bilhões no mês. No ano, os saques foram maiores nos fundos DI (pós-fixados): R$ 14,714 bilhões.
Rentabilidade Os fundos corrigidos por taxas de juros são, em julho, os que trouxeram maior retorno para o investidor. Os de renda fixa tiveram ganho de 0,25% em julho e de 6,94% em 2002. Os DI, de 0,30% no mês e de 7,59% no ano.
Quem buscou ganhos com os fundos cambiais, que acompanham a variação da moeda norte-americana, teve de contentar-se com uma alta de 0,09%, bem menor do que a que vinha ocorrendo ao longo dos últimos meses. No ano, a alta é de 18,95%.
Crise Em julho, a maior queda é dos fundos setoriais de telecomunicações. A crise da WorldCom foi um dos fatores que influíram no resultado negativo dessas ações, principalmente da Embratel. A baixa até o dia 5 era de 6,81% no mês. No ano, a queda ampliou-se para 28,67%.
As ações setoriais de energia também caíram. Em julho, estavam, até o dia 5, em baixa de 4,31%. Em 2002, a queda é de 13%. Os fundos Ibovespa, que buscam retorno com a variação do Ibovespa índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) , caíram 5,65% em julho e 23,35% no ano.
Os fundos de privatização da Petrobras também estão em queda. Os com recursos do FGTS, de 5,85% em julho e de 0,14% no ano. Os com recursos próprios, de 5,84% no mês e de 0,66% em 2002. E os fundos de privatização da Vale inverteram a tendência em que vinham desde que foram lançados e começam a apresentar baixa, embora pequena. A queda foi de 0,03% (FGTS) e de 0,04% (migração e recursos próprios). No ano, entretanto, esses fundos são os que trazem maior retorno: 43,70% (FGTS), 47,20% (recursos próprios) e 37,46% (migração).
O investidor deve sempre montar uma carteira de investimentos em função de uma estratégia que leve em conta a necessidade dos recursos e o risco. O melhor é acompanhar a administração dos fundos, observar sua composição, verificando sua adequação ao perfil do investidor e sempre lembrar que resultados passados não garantem rendimento futuro.


