Saque da correção do FGTS sofrerá restrição
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Agência Folha De Brasília 
O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, disse ontem que a correção do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) será creditada na contas dos trabalhadores, mas a forma de saque do dinheiro será negociada com as centrais sindicais.
O crédito, segundo o ministro, vale inclusive para os trabalhadores que já sacaram o saldo de suas contas no fundo. Estimativas da Caixa Econômica Federal mostram que, nos últimos dez anos, 85% das contas do FGTS foram alvos de saques.
O ministro fez questão de deixar claro que não se trata de pagamento da correção, mas de crédito. Não podemos semear ilusão. As pessoas estão com a expectativa errada, a de que é pagamento. Estamos falando de crédito, enfatizou Dornelles. Na prática, isso significa que o governo reconhece a dívida e realizará o crédito na conta, mas imporá restrições para o saque do dinheiro.
O esclarecimento do ministro só foi feito ontem, nove dias depois do segundo turno das eleições municipais, durante a primeira reunião de negociações com as centrais.
Ao anunciar a extensão da correção do saldo a todos os trabalhadores, o governo não havia deixado evidente que o pagamento, na verdade, seria um crédito.
A Agência Folha apurou que o governo parcelará o acerto da dívida, mesmo para os trabalhadores que já sacaram o saldo da conta. A intenção é iniciar o parcelamento somente no próximo ano.


