Londres São Paulo e Rio de Janeiro continuam entre as cidades mais baratas do mundo, segundo uma pesquisa divulgada ontem pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU). As duas metrópoles brasileiras ocupam juntas a 121 posição no ranking ''Custo de Vida no Mundo'' que abrange 134 cidades. No pesquisa realizada há um ano, São Paulo e Rio tinham ficado na 120 posição.
Buenos Aires foi a cidade que registrou a maior queda no ranking da EIU por causa da desvalorização do peso argentino ao longo de 2002. Há um ano, a capital argentina ocupava a 21 posição, mas agora despencou para o 130º lugar, tornando-se uma das capitais mais baratas do planeta.
O coordenador do estudo, Bill Rodgers, disse que São Paulo e Rio, apesar da forte desvalorização do real no ano passado, se mantiveram praticamente estáveis no ranking pois já estavam entre os centros urbanos mais baratos no levantamento realizado no início de 2002. Ele lembrou que no início de 2001 a capital paulista ocupava a 85 posição no ranking e o Rio, a 89 posição.
No topo do ranking elaborado pela EIU, Tóquio continua sendo a cidade mais cara do mundo, seguida pela também japonesa Osaka Kobe, Oslo (Noruega), Hong Kong , Libreville (Gabão), Zurique, Londres, Genebra , Copenhague e Paris. A cidade norte-americana com o custo de vida mais elevado é Nova York, no 11º lugar no ranking mundial. Harare, capital do Zimbábue, é a cidade mais barata do mundo.
A EIU salientou que todas as cidades localizadas na zona do euro se tornaram mais caras em 2002, pois a moeda única da região, o euro, se fortaleceu diante do dólar. Além disso, os preços foram elevados na conversão das moedas locais para o euro, no início de 2002.
Além de Buenos Aires, outras cidades latino-americanas também perderam várias posições no ranking do custo de vida por causa da turbulência política ou econômica. Caracas, por exemplo, despencou da 56 para a 109 posição. Montevidéu, que agora divide o 121º lugar com São Paulo e Rio, estava na 82 posição no início de 2002.
A pesquisa ''Custo de vida no mundo'' é atualizada semestralmente e compara preços de itens em 134 cidades de 86 países. O estudo fornece informações sobre custos que variam desde alimentação e transporte, até serviços. Segundo a EIU, há duas razões principais que alteram a posição de uma cidade no ranking: movimentos na taxa de câmbio e nos preços. Se, por exemplo, uma moeda se fortalecer ou a inflação pressionar os preços para cima, o custo relativo do custo de vida naquele país tende também a aumentar.

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