São Paulo - Os pecuaristas paulistas vão começar a vacinar o gado contra aftosa esta semana. A decisão é Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que decidiu antecipar o início da vacinação, prevista para novembro. O secretário Duarte Nogueira disse que a rede de assistência da Secretaria está sendo orientada para dar início imediato aos trabalhos de vacinação. O Estado de São Paulo está em estado de alerta contra a doença por causa dos focos suspeitos surgidos no Paraná.
A Secretaria informou que vai rastrear os 1.658 animais vindos do Paraná desde 1º de outubro. Eles terão o trânsito impedido para fora das propriedades de destino, até que seja afastada qualquer suspeita de contaminação de febre aftosa. A medida foi adotada após a notificação de focos da doença no Paraná, na última sexta-feira.
De acordo com a Secretaria, dos 1.658 animais sujeitos à doença, 806 são bovinos, 793 suínos, 39 ovinos e 20 caprinos. Eles estão espalhados em propriedades rurais de 24 municípios e foram localizados por meio das Guias de Trânsito Animal (GTAs) emitidas no Paraná.
Veterinários estão visitando essas propriedades e fazendo análises clínicas para avaliar se os animais têm sintomas da doença. O fato de o vírus da febre aftosa ter período de incubação de 14 ou 15 dias e de até agora não haver relatos dos sintomas da doença no rebanho paulista pode ser sinal de que a aftosa não chegou a São Paulo.
O secretário informou que até ontem, no rastreamento realizado no interior de São Paulo, não foi localizado nenhum animal com sintomas da doença.
Nogueira lembrou que, na última vacinação, realizada em maio, o índice de cobertura atingido no Estado foi de 99,41%. Ele considera que, pelo menos em tese, o Estado, que é o maior exportador de carne bovina do País, está protegido contra a aftosa.

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