Brasília - O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Augusto de Oliveira Candiota, negou ontem, em nota oficial, ser titular de conta bancária no MTB Bank, conforme denúncia feita na edição desta semana da revista ''IstoÉ''. Ele também afirma não ter qualquer empresa offshore, não tendo, portanto, jamais movimentado contas no exterior por seu intermédio.
Candiota admitiu apenas ter conta no Citibank, de Nova York. ''A minha conta no Citibank sempre foi declarada e os recursos a ela enviados atenderam às normas legais e regulamentares'', diz a nota do BC, assinada pelo diretor. Os recursos mantidos por Candiota no Citibank já foram objeto de uma denúncia, no ano passado. Na época, o diretor do BC já havia sustentado sua legalidade.
Foi a segunda nota divulgada por Candiota, em três dias, para responder às denúncias. Na sexta-feira, quando as informações vieram a público, ele divulgou comunicado garantindo apenas que nenhuma conduta de sua parte violou a legislação, sem entrar no mérito das denúncias. A nota de ontem, no entanto, foi preparada para rebater os pontos levantados pela reportagem da revista. Segundo fontes, o diretor passou o sábado em São Paulo reunido com advogados para preparar o documento.
Candiota explicou que os recursos movimentados na conta do Citibank de forma legal e regular ''decorreram de rendimentos provenientes de minhas atividades na iniciativa privada''. Antes de assumir o cargo de diretor de Política Monetária do BC, Luiz Augusto Candiota trabalhou no mercado financeiro, tendo ocupado cargos importantes em vários bancos.
Na nota, Candiota garante também que não pagou menos Imposto de Renda do que o exigido pelo nível dos seus rendimentos. Ele explica que as diferenças apontadas pela revista devem-se ao fato de parte dos rendimentos ter sido declarada pela pessoa física e parte pela pessoa jurídica, já que é sócio de sua mulher na Lacan Investimentos e Participações.

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