Santander negocia a compra do Sudameris
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo Depois da longa e frustrada negociação com o Itaú no ano passado, o banco italiano IntesaBci pode ter encontrado um novo comprador para sua unidade brasileira, o Sudameris. Segundo notícia publicada pelo jornal italiano ''Il Sole 24 Ore', o Santander Central Hispano, maior instituição financeira da Espanha, estaria interessado no banco.
Citando fontes do mercado financeiro paulista, o diário italiano diz que o IntesaBci e o Santander estão conversando sobre o negócio. Além disso, o Unibanco também estaria interessado.
O Santander nega oficialmente as negociações. Um porta-voz do banco ouvido pelo ''Il Sole 24 Ore' disse que não há planos de fazer nenhuma aquisição e que está satisfeito com sua atual presença no Brasil é o quarto maior banco privado do País. Procurado pela reportagem, a assessoria de imprensa do Santander no Brasil não comentou o assunto.
Em novembro passado, depois de anunciarem que estavam fechando negócio, o IntesaBci e o Itaú romperam o acordo por não chegarem a um preço para o Sudameris. ''As partes falharam em chegar a um acordo satisfatório sobre o preço nos termos do acordo'', disseram em comunicado conjunto. Segundo avaliação feita na época pelo Intesa Bci, o Sudameris valeria US$ 1,5 bilhão.
Estratégia A venda do Sudameris Brasil é parte da estratégia do IntesaBci para se retirar da América Latina. O banco italiano também quer se desfazer das unidades argentina e peruana do Sudameris.
Entre 1998 e 2001, os italianos injetaram no Sudameris cerca de US$ 1,5 bilhão e compraram outras instituições financeiras na América Latina.
Atualmente, o Sudameris Brasil tem 300 agências e R$ 18 bilhões em ativos. No primeiro semestre de 2002, teve lucro líquido de R$ 135 milhões. Sua assessoria de imprensa diz que não há nenhuma negociação para venda do banco em curso.
Outro banco que se retirou do Brasil foi o espanhol BBVA. Na última segunda-feira, o banco anunciou que vendeu sua filial brasileira para o Bradesco por R$ 2,63 bilhões.


