Santa Casa inaugura hub de inovação com seis startups
Iniciativa busca fomentar criação de soluções para melhorar atendimento de pacientes e gerar desenvolvimento de produtos e serviços
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de maio de 2019
Iniciativa busca fomentar criação de soluções para melhorar atendimento de pacientes e gerar desenvolvimento de produtos e serviços
Fabio Galiotto - Grupo Folha 
Seis startups selecionadas por meio de edital passam a contar a partir da próxima semana com o apoio do Conecta Iscal, primeiro hub de inovação em saúde de Londrina, que foi inaugurado na sexta-feira (17) pela Iscal (Irmandade da Santa Casa de Londrina), no Centro da cidade. O espaço será usado para reunir agentes de fomento de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) e profissionais de saúde, para acelerar empresas e fomentar a criação de soluções para a área.
O evento contou com a participação de lideranças relacionadas ao desenvolvimento de startups, como o APL (Arranjo Produtivo Local) de TIC e do Sebrae, além de lideranças políticas, religiosas e da categoria médica. Também participaram os criadores das seis empresas que serão incubadas no Contecta, parte delas selecionada a partir do Hackathon Health Tech, no último mês de novembro.
As startups iniciarão as atividades no local já na próxima semana, no primeiro ciclo do programa de aceleração e pré-aceleração, desenvolvido em parceria entre o Iepi-Iscal (Instituto de Ensino, Pesquisa e Inovação) e o Sebrae. O trabalho será em ambiente colaborativo e segue até o fim do ano, quando os desenvolvedores pretendem lançar os protótipos de produtos e serviços que visam melhorar o atendimento em saúde.
São quatro projetos em aceleração e dois em pré-aceleração. As startups receberão aporte financeiro de até R$ 20 mil, para investimento nas tecnologias, dos quais R$ 10 mil em dinheiro do Iepi-Iscal e outros R$ 10 mil em serviços do Sebraetec.
A gerente do Iepi-Iscal, Karen Barros Parron Fernandes, afirma que há abertura de novas startups se apresentarem ao hub, para busca de parceiros, mas que as propostas apresentadas até o momento surgiram de demandas dos hospitais da Santa Casa levadas ao hackathon. “Sentimos a necessidade de ter um espaço para a integração do nosso público interno, que são funcionários, residentes, alunos da escola técnica, para trabalhar de forma integrada com outros setores da inovação de Londrina e desenvolver soluções e produtos mais aderentes às necessidades hospitalares e dos pacientes.”
Para o superintendente do Iscal, Fahd Haddad, o fato de a Santa Casa ser o hospital mais antigo da cidade gera obrigação de estar sempre à frente no atendimento à população. “Procuramos sempre acompanhar a evolução e, na saúde, isso tem sido muito rápido. Nossa ideia é integrar todos os funcionários que trabalham ao meio ambiente externo, para atender as necessidades dos pacientes, para dar mais qualidade e conforto.”
O gerente regional do Sebrae, Fabrício Bianchi, diz que o objetivo é repetir o resultado de outras inovações, que salvam vidas. “É para integrar a tecnologia, a inteligência artificial, com a realidade de hospitais e cínicas, ao mesmo tempo em que melhora o atendimento e o serviço colocado à disposição da comunidade, para que os profissionais da saúde tenham condições de performar com mais qualidade e assertividade.”
As startups
Os projetos em desenvolvimento reúnem ideais de diferentes tipos. São quatro em aceleração. Com previsão para ser lançado em um mês, o Einfach cria uma técnica de produção de moldes de próteses e órteses que diminui em dezenas de vezes o tempo e o desconforto dos pacientes no processo. “Tirar moldes de próteses e órteses levava muito tempo, incomodava de crianças a adultos e era perigoso causar cortes. A ideia foi transferir o molde das ataduras engessadas por produto mais barato, que são espumas de poliuretano, e com redução do tempo de molde de até 40 minutos para 15 segundos”, diz o criador e desenvolvedor Carlos Felipe Cordeiro, que trabalhava na área quando teve a ideia.
Outro é o Check Life visa criar um sistema para otimizar transporte de paciente por ambulâncias do Siate (estadual) e Samu (municipal) aos hospitais, por meio do uso de GPS e mapas. Já o Health Code é um dispositivo em pulseira para fazer o monitoramento ambulatorial da pressão arterial dos pacientes, com atualização em tempo real para enfermeiras e médicos. Por fim, a Kuruvi Soluções Tecnológicas visa aumentar a efetividade de aulas e treinamentos, principalmente práticos, com o Echo Virtua, que são laboratórios virtuais interativos.
Em pré-aceleração, o You Mind pretende ensinar pessoas a buscarem melhor qualidade de vida por meio de uma plataforma que reúne informações e ajuda multiprofissional, de psicólogos, neurologistas, psiquiatras, assistentes sociais e mentores, entre outros. “Trabalho com pessoas há mais de 15 anos em grandes empresas e, unindo a uma formação em coaching, isso me levou a uma ideia de levar autoconhecimento e autocura para pessoas que sofrem de dores da humanidade, que são depressão, ansiedade e estresse”, diz a criadora, Priscila Canesin.
Também em fase inicial está o Preveni, dispositivo que avisa a equipe médica sobre o horário da mudança de decúbito dos pacientes com risco de LP (lesão por pressão).


