Sanidade é tema de encontro de avicultores em Londrina
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Ricardo Maia<br> Reportagem Local 
Para o produtor paranaense o dia 28 de agosto, data em que se comemora o dia do avicultor, deve ser motivo de muita comemoração. Além do Paraná ser o maior produtor de carne de frango do País, o Estado possui um dos melhores sistemas de produção do mundo, principalmente no que diz respeito à sanidade, tornando o Brasil um dos maiores produtores e exportadores da proteína no mundo.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, por ter uma boa sanidade, o Brasil é um dos únicos países a conquistar o mercado chinês. Contudo, especialistas do setor afirmam que o País, principalmente o Paraná, não pode se descuidar da qualidade de sua sanidade.
Tanto é, que esse foi um dos temas discutidos ontem entre produtores, associações de classe e entidades sanitárias estaduais em evento do setor em Londrina. Promovido pela Associação dos Avicultores do Norte do Paraná (Avinorte), o evento, que ocorreu no Parque Ney Braga, debateu a importância da sanidade na avicultura paranaense, além de temas relacionados à aposentadoria rural e direitos trabalhistas.
Com relação à sanidade, Carlos Vallini, presidente da Avinorte, afirma que a produção avícola do Paraná é muito segura porque os animais são criados em sistemas de confinamento. Por isso, fica difícil qualquer tipo de doença entrar nos aviários. Contudo, é preciso muito cuidado para manter uma boa sanidade. "É necessário sempre ficar em alerta", recomenda o dirigente da entidade, formada por 500 associados.
Hernani Malanda, assessor técnico da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), destaca que todos devem ficar em constante vigilância. Malanda explica que quando há a mortalidade de mais de 10% de um lote, por exemplo, a Adapar é imediatamente notificada. Quando isso acontece, um especialista da entidade vai até a propriedade para averiguar a causa da mortalidade dos frangos.
Por mês, completa Malanda, são realizadas entre 80 e 120 visitas. Mas até agora, assegura ele, nenhuma doença foi constatada. "O Paraná é muito seguro também porque não tem local de descanso para aves migratórias". Isso, completa o assessor técnico da Adapar, evita que aves silvestres contaminadas com qualquer tipo de doença entrem em contato com os aviários.
Mesmo sem grandes riscos, Malanda acrescenta que uma série de medidas devem ser tomadas pelo produtor como: não permitir o acesso de pessoas e animais nos aviários, manter os maquinários sempre higienizados, incluindo também as vestimentas de quem trabalha no dia a dia com os frangos.
O apoio da assistência técnica é outro fator fundamental nesse processo, alerta Ademir Antonio Rodrigues, gerente do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Ele afirma que prevenir é muito melhor do que remediar. Além dos itens citados acima, o avicultor deve ficar sempre atento às vacinas. Em caso de dúvida, Rodrigues recomenda que o produtor procure o conselho sanitário do município.
De janeiro a julho o Paraná exportou 849,37 mil toneladas de carne de frango, 21,2% a mais em relação aos sete primeiros meses de 2014, quando foram exportados 700,77 mil toneladas da proteína. Em receita, o Estado arrecadou até julho deste ano US$ 1,4 milhão, ante US$ 1,27 milhão em relação ao mesmo período de 2014.
No ano passado, o Paraná produziu 3,65 milhões de toneladas de carne de frango, ante 3,38 milhões de toneladas registradas no ano anterior.


