A Sanepar assinou um convênio com a empresa argentina Necón S.A. para fornecimento de tecnologia nos setores de abastecimento de água e esgoto para a província de Salta (Região Norte). Esse é o segundo acordo internacional que a Sanepar fecha com países da América do Sul. No final do ano passado, a empresa de saneamento paranaense fez uma parceria com a Venezuela para fornecer serviços para o abastecimento de água e esgoto.
Especializada em equipamentos e serviços para os setores de telefonia e petróleo, a Necón conseguiu a concessão da empresa pública Águas de Salta por um período de 30 anos. A Necón se uniu à Sanepar para desenvolver o projeto de saneamento para quase um milhão de consumidores. ‘‘Atuamos como consultores para empresas de saneamento há mais de 15 anos e desenvolvemos tecnologias de ponta adequadas à região’’, afirmou o presidente da Sanepar, Carlos Teixeira.
O presidente da Sanepar acredita que a empresa logo estará na disputa de concessões nos países do Mercosul, concorrendo em condições de igualdade com as grandes operadoras do mundo. Na licitação de Salta, o consórcio Necón/Sanepar disputou com a Exxel Group e a Anglian Water International, consideradas grandes empresas.
Segundo informou Teixeira, através de sua assessoria, ainda não há definição dos valores do acordo operacional entre Sanepar e Necón. Ele disse que os números serão definidos quando houver a assinatura do acordo entre as duas empresass.
Abertura de capitalO secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, acredita que num prazo de 40 dias estará concluída a auditoria feita na Sanepar para preparar a empresa para a abertura de capital. ‘‘Após a auditoria, daremos entrada com o processo na CVM (Comissão de Valores Mobiliários)’’, afirmou Gionédis. A previsão feita pela Sanepar é que a abertura de capital aconteça até a metade do ano.
Com a abertura de capital, a Sanepar colocará ações no mercado financeiro. As ações poderão ser vendidas em duas operações: comercialização das ações de propriedade do governo e emissão primária de ações. O governo detém 99% das ações ordinárias (com direito a voto) da Sanepar. A Assembléia Legislativa autorizou a venda de até 40% das ordinárias. A Sanepar poderá captar até R$ 100 milhões com venda de ações.

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