Sanepar começa a vender ações até julho
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terça-feira, 20 de janeiro de 1998
Carmem Murara Curitiba 
A Sanepar pretende iniciar a venda das ações da empresa ainda no primeiro semestre do ano. A intenção é se desfazer de até 49% do controle acionário que está nas mãos do governo estadual. A venda das ações não representa a privatização da Sanepar, pois o governo continuará a deter a maioria dos papéis com direito a voto. Os recursos provenientes da comercialização das ações vão ser usados para obras de infra-estrutura. A venda só será adiada se o mercado financeiro não se recuperar.
Desde a crise nas Bolsas de Valores dos países asiáticos e que atingiu todo o restante do mundo, o valor dos papéis da Sanepar caíram. O lote de mil ações vendido por R$ 3,10, antes de novembro, hoje é comercializado por R$ 2,00
A abertura do capital social da Sanepar depende ainda da autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A diretoria da Sanepar está em fase de finalização da proposta de ingresso no mercado financeiro. Com a autorização da CVM, a Sanepar terá direito de comercilizar suas ações nas Bolsas de Valores. O registro da CVM deve ser liberado após um mês da apresentação do pedido.
O controle acionário da Sanepar está nas mãos do governo estadual. Ele detém 99% do capital votante e 88% do capital total da empresa. Um por cento do capital votante está nas mãos de outros pequenos investidores. No caso do capital total, 2% pertencem às prefeituras, 9% a particulares e 1% a outros acionistas minoritários. Muitas das ações das prefeituras já são comercializadas.
A venda das ações da Sanepar foi aprovada no dia 18 de dezembro pela Assembléia Legislativa do Paraná. Durante o período extraordinário, os deputados autorizaram o governo a vender as ações, desde que mantivesse o controle estatal sobre a empresa.
A Sanepar tem um patrimônio líquido de R$ 973 milhões e um capital social de R$ 439 milhões. As ações Ordinária Nominativas (ON), que dão direito a voto, representam 89% do patrimônio da empresa. As ações Preferenciais Nominativas (PN), que não garantem direito a voto, totalizam 11%.


