Sandoz comemora uma década em Cambé
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terça-feira, 09 de dezembro de 2014
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Crescendo cerca de 20% ao ano, a Sandoz comemora uma década da instalação da sua fábrica de Cambé a única da marca no País - com expectativa de atingir sua capacidade produtiva máxima nos próximos anos. Hoje, a planta produz 1,5 bilhão de comprimidos/ano e pode chegar a 2,1 bilhões.
Gerando 458 empregos diretos, a Sandoz (ex-Hexal) foi o último grande investimento industrial implantado na microrregião de Londrina. A empresa integra o Grupo Novartis e é a segunda maior fabricante de genéricos do mundo. Dentre as 45 fábricas da marca espalhadas pelo planeta, somente a de Cambé produz hormônios.
Segundo o diretor-geral, André Brázay, a escolha do local ocorreu devido à presença das universidades, já que a indústria depende de mão de obra altamente qualificada. Ele afirma que a empresa se consolidou na região e que está transferindo as atividades financeiras do Grupo Novartis de São Paulo para Cambé.
Para a Sandoz, a distância do Porto de Paranaguá fator que, segundo o governo do Estado, desestimula os empreendedores a investirem no Norte do Panará, não é problema. "Não temos dificuldades em relação a isso. A logística não tem grande peso no nosso negócio", alega.
Mas, o diretor admite que as condições poderiam ser melhores, caso a Sandoz pudesse utilizar o Terminal Aeroportuário (Teca) de Londrina para desembaraçar a matéria-prima que recebe do exterior. A maior parte do que a fábrica importa (60%) vem de navio por Paranaguá e é desembaraçada em um porto seco de Curitiba. O restante chega de avião, normalmente pelo aeroporto de São José dos Pinhais. "Recebemos todo dia uma carreta que pega parte do material no porto seco (da Capital) e parte no aeroporto", afirma Alessandro Riquetti, responsável pela logística da indústria.
Ele conta que a carga marítima leva 10 dias para sair de Paranaguá, ser nacionalizada em Curitiba e chegar a Cambé, de carreta. Poderia ser bem mais rápido se o desembaraço fosse no Teca de Londrina. O problema é que os produtos precisam ser fiscalizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que não tem posto em Londrina.
O assunto foi discutido no EncontrosFolha, realizado pelo Grupo Folha, dia 24 de setembro. Entidades empresariais e a Prefeitura tentam convencer o governo federal a instalar a unidade no Teca. "Seria muito bom se tivéssemos essa possibilidade (utilizar o Teca). Facilitaria muito trazer (a matéria-prima) direto do porto para cá", afirma Riquetti.


