Salvador registra as maiores disparidades
A região metropolitana de Salvador, onde 86,6% da população em idade ativa (10 anos ou mais) é formada por negros e pardos, poderia ser um exemplo de redução da desigualdade racial. No entanto, estão lá as maiores disparidades. A taxa de desemprego é de 9,3% entre brancos e de 18,3% entre negros e pardos. A remuneração mensal é quase três vezes maior para os brancos: R$ 1.550 contra R$ 556.
Até os pontos positivos levantados pela pesquisa do IBGE na capital baiana, como o nível de escolaridade, não indicam maior aproximação entre brancos e negros. A região metropolitana de Salvador tem a maior proporção de pessoas em idade ativa com 11 anos ou mais de estudos completos, ou seja, que concluíram o ensino médio. Mas tem também a maior diferença racial: enquanto 66% dos trabalhadores brancos estudaram pelo menos por 11 anos, entre os negros e pardos são 33%. Mesmo assim, é a maior taxa de negros e pardos com ensino médio concluído entre os trabalhadores das seis regiões metropolitanas. (L.N.L./AE)





