Saldo recorde nas transações correntes
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sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Folhapress 
Brasília - O Brasil registrou em setembro o segundo maior superávit na conta de transações correntes. No mês passado, essa conta teve um saldo positivo de US$ 2,380 bilhões, perdendo apenas para julho deste ano (US$ 2,592 bilhões). Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central.
Essa conta representa as principais transações do país com o exterior na área comercial e na contratação de serviços e transferências de renda. Colaborou para esse resultado, mais uma vez, a balança comercial, que teve um superávit de US$ 4,329 bilhões. Já a conta de serviços e rendas teve um déficit de US$ 2,246 bilhões. As transferências unilaterais colaboraram com um saldo positivo US$ 298 milhões.
No ano, o superávit de transações correntes acumulado é de US$ 11,062 bilhões. Em 2004, foi de US$ 11,738 bilhões. Para este ano, o BC prevê que essa conta feche com um saldo positivo de US$ 9,4 bilhões e, para o ano que vem, revisou de US$ 500 milhões para US$ 700 milhões.
Já o balanço de pagamentos, que reflete as movimentações de recursos feitas com o exterior, encerrou setembro com um saldo positivo de US$ 2,548 bilhões. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o superávit é de US$ 7,123 bilhões.
Os investimentos estrangeiros no país vieram bem abaixo do esperado. No mês passado, o BC tinha projetado uma entrada de US$ 300 milhões em investimentos. No entanto, eles somaram apenas US$ 43 milhões. No ano acumulado do ano, os investimentos somam US$ 11,787 bilhões, uma queda de 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 12,381 bilhões). Neste mês, até o dia 24, o investimento estrangeiro direto está em US$ 600 milhões e deve chegar a US$ 800 milhões.
Esses investimentos são importantes para sustentar a retomada do crescimento econômico. Eles ajudam a ampliar a capacidade das empresas de ofertarem bens e serviços. Com maior capacidade de produção, cai o risco de a inflação sair do controle.


