Saldo positivo para TI e metalurgia
As indústrias metalúrgica e de informática também não têm do que reclamar de 2011. ''Foi um ano de crescimento, principalmente para as grandes indústrias automobilíticas da Região Metropolitana de Curitiba. E isso reflete em todo o Estado'', afirma o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindimetal), Valter Orsi.
O principal desafio para 2012, segundo ele, é enfrentar o gargalo da mão de obra. ''Temos empresas de grande porte em Londrina que cada vez mais enfrentam dificuldade de pessoal'', ressalta. De acordo com ele, a capacitação no segmento é ''demorada e onerosa''. A esperança, afirma Orsi, está no aporte de R$ 1,5 bilhão feito pelo governo federal no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). ''Uma parcela significativa do valor vem para o Paraná''. De acordo com o empresário, formar mão de obra é um fator determinante para a indústria brasileira enfrentar a concorrência da China.
''Com crise ou sem crise, o setor de informática vai bem'', afirma o presidente do Sindicato da Informática do Norte do Paraná (Sinfor), Gilmar Machado. Para ele, um destaque de 2011 foi a união dos empresários de Londrina e região, que fortaleceu a entidade e permitiu a ela se filiar à Fiep.
Machado também destaca a desoneração da folha de pagamento do setor. Uma Medida Provisória do governo federal vai permitir que até 2014, as empresas de Tecnologia da Informação recolham a contribução patronal para a Previdência numa alíquota de 2% sobre o faturamento bruto das empresas. Para 2012, as expectativas são muito positivas. ''O mercado está aquecido e a desoneração da folha vai ajudar bastante'', declara. (N.B.)





