Saldo positivo da indústria do Paraná
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba A geração de emprego na indústria paranaense se manteve estável no ano passado. A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem, detectou um leve crescimento de 0,4% na geração de emprego industrial no Paraná em 2002. O desempenho do Estado ficou acima do nível de emprego na indústria nacional, que acumulou queda de 0,9% no ano passado.
A estabilidade, com tendência para crescimento, do emprego no Paraná foi proporcionada pelo bom desempenho da agroindústria e das indústrias voltadas para as exportações. O economista, Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese), avalia que o crescimento do emprego vem ocorrendo principalmente no interior do Estado, onde se localizam as indústrias de alimentos, madeira e do vestuário, que puxaram o índice.
De acordo com o IBGE, o indicador acumulado revela que, apesar de 2002 ter terminado com resultado negativo no País, o mercado de trabalho industrial começou a se recuperar no final do ano. A Região Sudeste foi a que fechou mais vagas entre as regiões pesquisadas, uma vez que São Paulo, com queda de 2,9% e Rio de Janeiro com queda de 5%, no índice de geração de empregos, vêm sendo responsáveis pelos principais impactos negativos no emprego industrial.
No País, a pressão negativa veio por parte das indústrias de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, com queda de 8,3% na geração do emprego. Por outro lado, as principais contribuições positivas vêm de Santa Catarina, com crescimento de 4,2% e das regiões Norte e Centro-Oeste, com aumento de 1,5% no nível de emprego.
O desempenho da folha de pagamento no Paraná repetiu o resultado da geração de empregos, que se manteve estável. Houve uma leve queda de 0,2% na folha de pagamento em 2002. Esse resultado é melhor do que o verificado pelo IBGE em todo o País, que detecou queda de 2,4% no total da folha de pagamento das indústrias, avaliou Cordeiro.
De acordo com o IBGE, a redução mais acentuada na folha de pagamento que no nível de emprego reflete o contexto de pouco dinamismo do mercado de trabalho e os efeitos da inflação nos índices de preços. No Paraná, a avaliação do desempenho da folha de pagamento é positiva, embora os trabalhadores venham enfrentando queda na renda desde 1999, disse Cordeiro. As indústrias de alimentos e bebidas foram responsáveis pelo crescimento de 4,8% na folha de pagamentos da indústria paranaense.


