Brasília - A balança comercial do agronegócio brasileiro registrou saldo comercial positivo de US$ 75,1 bilhões em 2015, resultado 6,22% abaixo do registrado em 2014. Tal desempenho foi resultado de exportações de US$ 88,2 bilhões (-8,8% ante o ano retrasado) e de importações de US$ 13 bilhões (-21,3%). Na avaliação da secretária de Relações Internacionais de Agronegócio do Ministério da Agricultura, Tatiana Palermo, a atividade exportadora foi remuneradora para os produtores sobretudo pela alta do dólar, que compensou a queda do preço das commodities em nível mundial.

"Tivemos um ano positivo. Os principais produtos apresentaram recorde (de exportações) no ano passado", avaliou. A projeção do ministério para 2016 é de que o saldo comercial do agronegócio cresça 2%, puxado principalmente pelo setor de carne bovina, que deve ampliar sua participação em novos e importantes mercados.

Os dados do ministério mostram ainda que o volume exportado de soja em grão, milho, frango in natura, café e celulose bateram recorde no ano passado. Para a secretária, clima, qualidade da safra e condições de mercado favoreceram as vendas. O volume embarcado de soja em grãos cresceu 19% em relação a 2014 e chegou a 54,32 milhões de toneladas.

Já a venda de carnes (bovina, de frango e suína) caiu 15,5%. A do recordista frango representou 48% dos US$ 14,7 bilhões exportados. Para 2016, o ministério espera incremento de US$ 1,3 bilhão nas vendas externas, em razão da abertura de novos mercados, como os Estados Unidos e China.
JANEIRO
Já a balança comercial brasileira iniciou 2016 no vermelho, conforme divulgou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo comercial da primeira semana de janeiro (que envolveu os dias de 1 a 10), com 5 dias úteis, registrou déficit de US$ 150 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 2,922 bilhões e importações de US$ 3,072 bilhões. (Agência Estado)

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