Para quando a data do saque das contas inativas chegar, o educador financeiro Reinaldo Domingos recomenda fazer a retirada do valor e aplicá-lo em um fundo de investimento com rendimento maior, como a própria poupança, Previdência Privada ou Tesouro Direto. "É possível mais que dobrar o recurso." Hoje, o FGTS tem atualização monetária mensal e rendimento de 3% ao ano.
Originalmente, o FGTS é uma "poupança" do trabalhador em caso de desemprego, doença, aquisição de casa própria, desastre natural, entre outros. "Isso é uma reserva para emergências. É uma proteção ao trabalhador, mas muito mal vista porque a remuneração é muito baixa. Se o trabalhador encontrasse um fundo que pudesse aplicar esse dinheiro em algo mais rentável, seria melhor", comenta ainda Ana Paula Cherobim, da UFPR.
Ana Paula também orienta fazer bom uso do dinheiro do FGTS, que pode ser o último recurso do trabalhador em caso de desemprego, por exemplo. "Um dos motivos para a economia atual é que as pessoas se empolgaram com o ganho extra, com a época das vacas gordas e gastaram mal com consumo final. Pegar (o saldo de contas inativas) e gastar com consumo é repetir erros do passado. Use o dinheiro para algo produtivo." (M.F.C.)

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