Curitiba - O saldo acumulado de empregos no Paraná, de janeiro a agosto de agosto deste ano, mostra uma aceleração no crescimento das vagas criadas no mercado de trabalho formal. Foram gerados 117.319 empregos, o que representa uma variação de 6,31% no ano -o quinto melhor desempenho do País-, contra um saldo de 84.164 acumulado no mesmo período de 2006, quando o crescimento em oito meses foi de 4,75%. O Interior registrou 7,67% de aumento no nível de emprego, respondendo por 72,58% das vagas abertas no Estado, enquanto na Região Metropolitana de Curitiba o emprego cresceu 4,29%.
Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada ontem, esse foi o segundo melhor desempenho do Paraná na geração de empregos, desde 1992. O ano de 2004 foi um pouco mais favorável, com 125.263 vagas no acumulado de janeiro a agosto.
O levantamento aponta crescimento de 0,61%, no mês de agosto, e de 6,41%, nos últimos 12 meses. No mês, o Paraná obteve resultado superior à média nacional, mas ficou em 12º lugar entre os demais estados. Já o crescimento acumulado entre setembro de 2006 a agosto de ano coloca o Estado na quarta colocação do ranking nacional, ficando atrás de Amapá, Tocantins e Mato Grosso. Apesar dos índices um pouco superiores de crescimento, esses estados registram saldos de emprego bem inferiores ao paranaense: 2.747, 5.714, 24.951, respectivamente.
Em agosto, o comércio varejista, o setor têxtil e de vestuário e a construção civil foram os que mais empregaram: 5.060 vagas, quase 78% delas abertas no Interior. De janeiro a agosto, a indústria de alimentos e bebidas liderou a geração de empregos, contratando mais de 25,8 mil trabalhadores, o que representou crescimento de 16,94%. A segunda maior variação acumulada foi da construção civil (13,85%), com a abertura de 8.597 vagas. Em saldo de empregos, o comércio varejista ficou com o segundo melhor resultado: 13.041.

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