Saldo de empregos em Londrina já supera 2006
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
Vera Barão<br>Reportagem Local 
O aquecimento da economia este ano já deu um resultado positivo em Londrina: aumentou a oferta de empregos. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que o número de empregos com carteira assinada criados na Cidade alcançou nos primeiros sete meses de 2007 um saldo de 4.106 postos, contra 2.811 em todo o ano passado, quase 1.300 a mais do que em todo o ano de 2006.
Se por um lado aumenta o número de empregos formais, por outro também é crescente os índices de informalidade no mercado de trabalho. O emprego no setor informal representa 45% do emprego total no Brasil.
Segundo estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), ainda que o Brasil tenha índice elevado de informalidade, o país se destaca em relação à capacidade de gerar postos de trabalho conforme a expansão do Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil apresentou elevada estabilidade do emprego em relação ao PIB, de 1,2, no período de 2000 e 2004, segundo OCDE.
O índice de formais em Londrina se deve ao crescimento da economia na opinião do gerente do Sistema Nacional de Emprego (Sine), Roberto Gonçalves. O setor da economia que mais gerou empregos foi o de prestação de serviços, que totalizou 236 postos.
Ainda conforme os dados do mês de julho, o setor que gerou o segundo maior número de empregos foi o da indústria de transformação, com 113 vagas. Na sequência está o setor agropecuário, com 35 novos postos e, fechando a lista dos quatro setores que mais geraram empregos em julho, aparece o setor da construção civil, com 20 novos postos.
O professor Ariovaldo de Oliveira Santos, do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL), informa que Londrina não tem nenhuma pesquisa sobre os informais. Porém, os índices da informalidade vêm crescendo a exemplo do restante do país. Ele começou a desenvolver, no mês passado, um trabalho com alunos do curso para mapear a situação na cidade.
O que se percebe nesse início de estudo até agora, segundo Santos, é que boa parte dos informais hoje, trabalhou em empregos formais por 20 ou 30 anos.''Muita gente opta pela informalidade por causa do baixo salário oferecido no emprego com carteira assinada. A pessoa prefere ganhar o mesmo tanto na informalidade, mas ter o tempo talvez mais livre do que enfrentar um emprego com salário menor do que ganhava', supõe.
O fato do governo dizer que a informalidade diminui e que os empregos formais vêm aumentando teria que ser melhor investigado na opinião de Santos. ''Teria que se saber qual a grade estatística é usada nesta pesquisa. ''As empresas hoje trabalham com novas tecnologias e isso pode refletir na exclusão de mão-de-obra, por exemplo. Teríamos que saber também onde os empregos formais estão centrados e qual o valor médio do salário'', comenta. O professor acredita que os formais estejam empregando, talvez, pessoas mais desqualificadas.


