Saldo de aplicações vai cobrir os subsídios
O plano do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, de ampliar o crédito sem conceder novos subsídios será possível porque o Banco do Brasil foi dispensado de guardar uma parte da poupança rural no Banco Central. O BB é o único dos grandes bancos que capta recursos da poupança rural - os outros bancos só captam poupança para financiamento imobiliário. Por isso, precisa seguir a determinação de desembolsar 74% desses recursos em operações ao produtor rural. Quando não cumpre a exigência, é preciso depositar o dinheiro não emprestado no Banco Central, que remunera pela taxa básica de juros, a Selic.
No último dia de 2015, uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu a liberação de cerca de R$ 12 bilhões do banco, que estão no BC, para que fossem aplicados a taxas de mercado, não necessariamente em operações rurais. O ganho dessas aplicações - estimado em R$ 815 milhões por ano - será usado para cobrir os subsídios dados aos produtores rurais, sem necessidade de aporte do Tesouro para equalizar as taxas. Com isso, a estimativa é que seja possível oferecer pelo menos mais R$ 10 bilhões aos produtores rurais.
Foi o próprio BB que apresentou a "engenharia financeira" ao ministro da Fazenda, que aprovou a estratégia. Ele orientou que modelo semelhante seja usado em outras operações de crédito direcionado, incluindo financiamentos imobiliários e aportes para infraestrutura, além de operações do BNDES com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). (Agência Estado)





