Saldo da balança comercial vai para US$ 6,4 bi
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segunda-feira, 14 de março de 2005
Renata Verissimo<br>Agência Estado 
Brasília - A balança comercial teve superávit de US$ 828 milhões na segunda semana de março, o que elevou o saldo positivo do mês para US$ 1,438 bilhão e o valor acumulado no ano para US$ 6,408 bilhões. O saldo semanal foi o terceiro melhor resultado do ano, segundo informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os dados mostram, contudo, que tanto as exportações quanto as importações estão maiores do que o ano passado, mas perdem fôlego em relação a fevereiro último.
Com o resultado da segunda semana, as exportações de março atingiram US$ 3,77 bilhões, com média diária de US$ 419,2 milhões. Considerando essa média, as vendas externas estão 21,6% acima do registrado em março de 2004, mas 2,7% abaixo do valor de fevereiro passado. As importações do período somam US$ 2,33 bilhões e também apresentam o mesmo perfil.
A média diária, de US$ 259,4 milhões, aumentou 11,6% em comparação a março do ano passado, mas caiu 6,1% em relação à média de fevereiro último. Levando-se em conta o resultado acumulado no ano, contudo, a balança registra crescimento tanto na média diária das exportações (29,9%) quanto das importações (22,9%). Em valores absolutos, as exportações acumuladas em 2005 chegaram a US$ 18,97 bilhões e as importações, a US$ 14,90 bilhões.
A queda de 2,7% da média diária das exportações em relação a fevereiro, segundo o MDIC, foi provocada por uma retração de 10,2% nas vendas de produtos manufaturados. Houve aumento, porém, nas exportações de semimanufaturados (13,4%) e de produtos básicos (3,1%). No caso das importações, a redução da média diária em comparação com fevereiro foi de 6,1%. É explicada pela demanda mais baixa de produtos como combustíveis e lubrificantes (queda de 46,0%), adubos e fertilizantes (27,9%), borracha e obras (12,0%) e instrumentos de ótica e precisão (9,0%).
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, reafirmou ontem que as exportações continuarão sendo ponto forte da economia brasileira e que a queda na cotação do dólar não representará risco para a meta de ultrapassar os US$ 100 bilhões em vendas ao exterior. Já neste mês o país deverá registrar US$ 101 bilhões no acumulado de 12 dozes, disse o ministro, pouco antes de fazer uma palestra a investidores escandinavos, em encontro da Câmara de Comércio Sueca. (colaborou Marli Moreira/Agência Brasil)


