Brasília - O saldo da balança comercial cresceu 85% na quarta semana do mês, ante a semana anterior, atingiu US$ 876 milhões, recorde do ano em cinco dias úteis, e aumentou o superávit acumulado em 2003 para US$ 14,369 bilhões, informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A explicação do ministério para o crescimento de 38,3% nas exportações e de 13% nas importações foi a suposta normalização das atividades dos fiscais da Receita Federal nas aduanas.
No entanto, segundo informações do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), não houve retomada das atividades na semana passada e a greve continua pelo menos até quinta-feira, quando haverá uma plenária dos auditores em Brasília. O ministério sustenta a informação e alega que só a normalização explica um aumento tão grande no fluxo de comércio exterior de uma semana para outra.
No mês, as exportações acumulam US$ 4,718 bilhões e as importações, US$ 2,803 bilhões, o que resulta em um superávit de US$ 1,915 bilhão. No ano, as vendas externas totalizam US$ 43,824 bilhões e as compras, US$ 29,455 bilhões, com um saldo positivo de US$ 14,369 bilhões.
As exportações avançaram de US$ 1,356 bilhão na terceira semana do mês para US$ 1,875 bilhão na semana passada (aumento de 38,3%). As importações cresceram de US$ 884 milhões para US$ 999 milhões (elevação de 13%). No segmento de produtos semimanufaturados, a ampliação foi de 66,9%, principalmente devido ao crescimento dos embarques de açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro e aço, óleo de soja em bruto e ferro-ligas.
As vendas externas de produtos básicos subiram 51,3%. As que mais cresceram foram as de soja em grão, farelo de soja, petróleo bruto, carnes de frango, bovina e suína e café em grão. No caso dos manufaturados, o aumento foi de 31,3%, puxado por óleos combustíveis, automóveis, suco de laranja, aparelhos transmissores e receptores, açúcar refinado, gasolina e laminados planos.
A média diária das exportações ficou em US$ 375 milhões, 45,1% superior à de US$ 258,5 milhões registrada até a terceira semana do mês. Com isso, a média até a quarta semana passou para US$ 294,9 milhões, 12,8% maior do que a média de igual período do ano passado (US$ 261,4 milhões).
O aumento de gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos elétricos e eletrônicos, entre outros produtos, foi o que puxou o crescimento de 21,8% das importações diárias da semana passada (US$ 199,8 milhões).

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