Saldo comercial do PR é de US$ 3,2 bi
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sábado, 15 de novembro de 2003
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba As exportações paranaenses nos primeiros dez meses do ano superaram em 25,66% as vendas externas do mesmo período de 2002. De janeiro a outubro, o Estado vendeu US$ 6,079 bilhões contra US$ 4,838 do ano passado. Em 2002 inteiro, esse saldo foi de US$ 5,7 bilhões. O saldo da balança comercial também bateu recorde. Nos primeiros dez meses do ano ela registrou um superávit de US$ 3,228 bilhões. Isso representa uma alta de 58,64% em relação ao mesmo período de 2002, quando a balança comercial fechou com saldo positivo de US$ 2,035 bilhões. A expectativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) é que as vendas totais do Estado até dezembro totalizem US$ 7 bilhões.
O resultado da balança comercial do Estado no mês de outubro também foi positivo. O Paraná registrou um superávit de US$ 338 milhões, superando em 14,7% o resultado do mesmo mês de 2002. Enquanto as exportações subiram 5,55% em relação a outubro de 2002, as importações caíram 2,56%. Segundo o coordenador de assuntos do Mercosul da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio, Santiago Gallo, as razões para esses índices positivos são a alta do dólar e recessão econômica que o País viveu no decorrer do ano. Por causa desses fatores, o mercado internacional se tornou mais atrativo aos empresários.
Dos 50 produtos mais exportados pelo Estado, 42 tiveram aumento em 2003. E deste total, 18 ampliaram em mais de 50% suas vendas e outros 14 de 25% a 50%. Entre eles, um dos destaques é o óleo de soja refinado, que teve alta de 846,84% em suas exportações (de US$ 10,443 milhões exportados em 2002 pulou para US$ 98,888 milhões em 2003). Para Gallo, isso mostra que o Paraná está incorporando produtos de maior valor agregado, já industrializados.
Os produtos industrializados representam a maior parte das exportações paranaenses (55%), assim como das importações (79,6%). Os países que mais estão comprando os produtos paranaenses são Israel, Romênia, Canadá, Argentina e Irã. Para se ter um exemplo do aumento, em 2002 a Romênia comprou US$ 1,122 milhão em cana-de-açúcar. Neste ano já comprou US$ 15,475 milhões do produto.


