Saldo comercial deve fechar o ano em US$ 13,9 bilhões
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sábado, 01 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Rio - A balança comercial deve registrar um superávit de US$ 13,9 bilhões este ano, resultado 5,9% superior ao alcançado em 2002, de acordo com estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). A entidade fechou ontem suas previsões para este ano e acredita que as exportações vão crescer 9,4% em relação ao ano passado, somando US$ 66,07 bilhões. As importações deverão crescer 10,4%, totalizando US$ 52,16 bilhões.
O diretor da AEB, José Augusto de Castro, disse que as projeções levam em conta um crescimento de até 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma cotação do dólar variando entre R$ 3 e R$ 3,60 no período. O superávit estimado poderá ser comprometido, porém, por uma eventual expansão mais acelerada da economia.
Segundo a associação, caso o crescimento do PIB seja superior a 2%, haverá aumento das importações, com cada ponto porcentual de crescimento adicional representando elevação das importações de 3% a 5%.
No caso das exportações, Castro disse que o aumento poderá até chegar aos 15% já estimados pelo governo, mas para isso terá de ser implementada uma ''política governamental de apoio fiscal e financeiro'' às vendas externas, inclusive voltada para pequenas e médias empresas.
A Argentina, que representou um entrave às exportações no ano passado devido à grave crise econômica naquele país, deverá representar um destino de recuperação das vendas externas brasileiras. Segundo a AEB, as exportações para os argentinos neste ano deverão atingir US$ 2,8 bilhões, ante US$ 2,342 bilhões em 2002. Segundo Castro, a competitividade das exportações será mantida mesmo na hipótese de a taxa de câmbio cair para R$ 3,00.
Em termos setoriais, a estimativa é de uma ampliação de 22% no valor das exportações do complexo soja, devido especialmente à manutenção dos bons preços atuais do produto. No caso das carnes bovina, suína e de frango, deverá ocorrer aumento de 10% na quantidade exportada.


