O mês de abril terminou com saldo cambial positivo líquido de US$ 6 bilhões, o segundo maior depois do recorde histórico de mais de US$ 10 bi de março. Com isto, as reservas cambiais do País devem confirmar as expectativas de um novo salto para cerca de US$ 75 bilhões. O segmento de taxas livres (câmbio comercial) teve entrada líquida de US$ 8,482 bilhões, enquanto o flutuante encerrou o mês passado com déficit de US$ 2,480 bilhões.
No câmbio comercial, o destaque continuou sendo a conta de capitais, que teve ingressos de US$ 13,918 bilhões, ante remessa de US$ 6,257 bilhões. A exportação contratada ficou em US$ 4,296 bilhões, contra US$ 3,474 bilhões de remessas. O ingresso de capitais em abril foi reforçado pela privatização e ainda contou com recursos atraídos para as aplicações em juros através das chamadas 63 caipira. A internalização destes recursos foi limitada pelo BC no final de março, mas entradas que já haviam sido autorizadas antes da adoção da retrição puderam ser efetuadas no mês passado. Para este mês, a expectativa do mercado é de um fluxo cambial mais equilibrado, embora possivelmente ainda com sinal positivo no segmento comercial.

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