Saldo acumlado da balança é de US$ 34,3 bi
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segunda-feira, 17 de outubro de 2005
Das agências 
Brasília - A balança comercial teve superávit de US$ 647 milhões na segunda semana de outubro, com exportações de US$ 2,119 bilhões e importações de US$ 1,492 bilhão. Com este resultado, a balança acumulou saldo favorável de US$ 1,722 bilhão no mês e de US$ 34,393 bilhões no ano.
O feriado do dia 12, que reduziu para quatro o número de dias úteis da semana, fez com que as exportações e as importações do periodo fossem bem menores, em valores absolutos, que os da primeira semana do mês. A média diária das operações, no entanto, mostra que houve crescimento de 5,1% nas importações (de US$ 350,2 milhões para US$ 368 milhões), ao passo que as exportações tiveram queda de 6,3% - de US$ 565,2 milhões para US$ 529,8 milhões por dia.
Combustíveis e lubrificantes, equipamentos elétricos e eletrônicos, equipamentos mecânicos, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, adubos e fertilizantes, plásticos e obras, siderúrgicos e borracha e suas obras foram os produtos que apresentaram maior incremento das importações da primeira para a segunda semana de outubro. Do lado das exportações, houve retração nas vendas de produtos semimanufaturados (30,4%) e básicos (18,7%), mas alta de 10,3% na de manufaturados.
Na comparação com outubro de 2004, os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que as exportações ainda apresentam crescimento maior que as importações. Pela média diária, as vendas das duas primeiras semanas de outubro foram 24,3% mais elevadas que as de outubro de 2004. O maior crescimento foi observado nos produtos básicos (49,4%), seguidos dos semimanufaturados (26,4%) e manufaturados (11,1%).
As importações também tiveram crescimento substancial, nessa comparação: 22,6%, com a média diária chegando a US$ 358,1 milhões nas duas primeiras semanas deste mês.
As altas mais significativas ocorreram com automóveis e partes (42,1%), produtos farmacêuticos (33,2%), equipamentos elétricos e eletrônicos (33,2%), combustíveis e lubrificantes (32,0%), adubos e fertilizantes (30,8%), instrumentos de ótica e precisão (30,7%), equipamentos mecânicos (26,1%), siderúrgicos (25,6%) e borracha e obras (23,5%).
O Ministério do Desenvolvimento reviu suas metas e espera exportar neste ano US$ 117 bilhões - foi a segunda revisão para cima neste ano. Para este ano, os analistas do mercado financeiro prevêem um superávit comercial de US$ 41,72 bilhões. Já a previsão do Banco Central é que a balança termine o ano com um saldo positivo de US$ 38 bilhões.


