Na divulgação feita ontem, Fernando Abritta, da Coordenação Industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), avaliou também os dados da folha de pagamento real da indústria em janeiro e explicou que o aumento de 5,3% ante dezembro reflete especialmente o pagamento de benefícios como 14.º salário em alguns segmentos, especialmente na indústria extrativa, cujo aumento da folha no mês foi de 23,7%. Na indústria de transformação, a expansão foi bem menor, de 3,7%.
O deslocamento para cima da indústria extrativa em relação à transformação tem ocorrido também na produção industrial. Os dados do IBGE de janeiro relativos à produção do setor mostraram um crescimento da extrativa de 1,6% na comparação com dezembro e de 12,8% ante janeiro de 2005 enquanto a transformação registrou variações, respectivamente, de -1,9% e 2,7%.
No que diz respeito à folha, comparativamente a igual mês do ano passado (-0,2%), Abritta explicou que as principais influências de queda foram dadas, nessa ordem, pelo Rio Grande do Sul (-11,1%) e São Paulo (-1,2%). A indústria gaúcha refletiu os efeitos do câmbio sobre o setor calçadista. O segmento de calçados e couro na região reduziu a ocupação em 27% em janeiro ante janeiro de 2005. No caso de São Paulo, o principal impacto de queda foi dado por máquinas e equipamentos (-23,9%).(J.F.e I.T)

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