Os trabalhadores do setor industrial tiveram ganhos salariais maiores no ano 2000 na comparação com 1999, em relação à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), conforme análise feita pela CNI. Os setores selecionados para análise foram os da alimentação, construção e mobiliário, metalúrgico, mecânico e material elétrico, químico e farmacêutico, e de vestuário.
A construção civil foi o segmento que apresentou desempenho mais expressivo de aumento acima da variação do INPC: enquanto em 1999, de 175 instrumentos coletivos de trabalho selecionados, o porcentual foi de 34,86%, no ano passado, de 99 documentos analisados, esse índice foi de 49,50%. Em segundo lugar vêm as indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico que, de 37,73%, com 53 documentos examinados em 1999, passaram esse porcentual para 45,45% em 2000, com apenas 22 documentos analisados.
A análise da CNI com relação ao mercado de trabalho no ano passado, também mostra uma evolução favorável, mantendo perspectivas de continuidade dessas condições favoráveis para 2001, se o ritmo atual de crescimento da economia continuar. Segundo a técnica da entidade, Simone Saisse Lopes, o nível geral de emprego da economia aumentou em 2000, incluise no setor formal, enquanto o desemprego caiu.
Adicionalmente, em quase uma década, pela primeira vez o nível de emprego voltou a crescer na indústria. Apenas o rendimento médio, afirma ela, ainda acumula queda em relação a 1999. Embora os dados finais ainda não tenham sido concluídos, a estimativa da CNI é a de que a taxa média de desemprego aberto em 2000, calculada pelo IBGE para as principais regiões metropolitanas, deve fechar em 7,2%, ou 0,4 ponto percentual inferior à taxa de 1999.
A expectativa é de que a taxa de dezembro seja inferior a 6%. Entre janeiro e outubro de 2000, essa taxa foi de 7,5%. Os dados da CNI mostram ainda que a população empregada com carteira assinada cresceu 2,2% em 2000 em relação ao ano anterior, interrompendo a trajetória de queda iniciada ainda em 1996. Já o número de empregados sem carteria cresceu 10,3% entre 1999 e 2000.
Outro setor que se destacou no ano passado foi o de alimentos, que em 1999 aparece com reajuste de 9,17% acima da variação do INPC, com 120 convenções coletivas de trabalho examinadas, passou este índice para 28,57%, com 35 doumentos celebrados em 2000. O setor químico foi o único a registrar um desempenho menor em relação aos demais segmentos analisados pela CNI. De um reajuste de 11,43% acima do INPC em 1999 passou esse índice para 12,50%e em 2000.

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