Brasília - O salário mínimo para 2011 foi fixado em R$ 538,15, segundo a proposta de Orçamento enviada ontem ao Congresso Nacional. O valor, no entanto, não ficará assim, segundo admitiu o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O aumento de 5,5% em relação aos R$ 510 deste ano corresponde apenas à estimativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para este ano.
No entanto, está previsto em lei que haverá negociação com as centrais sindicais para conceder aumento real ao mínimo. O mesmo será feito em relação às aposentadorias superiores ao salário mínimo. Essas negociações começarão após as eleições.
Bernardo admitiu que o valor do mínimo não ficará como o proposto. Ele observou que o aposentado não teria nem como sacar esse valor num caixa eletrônico. ''Se no Congresso alguém propuser arredondar para R$ 540, vou dizer que é sensato'', afirmou. ''Mas precisa levar em consideração que cada R$ 1 a mais eleva as despesas do governo em R$ 184,1 milhões.''
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou hoje que vai discutir com as centrais sindicais critérios para o reajuste do salário mínimo.
O ministro Bernardo explicou que a proposta para o mínimo seguiu o entendimento que o governo tem desde 2005 com as centrais, pelo qual o mínimo seria sempre corrigido pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás. Como em 2009 o PIB caiu 0,2%, o mínimo de 2011 ficou só com a inflação.

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