Salário mínimo deveria ser de R$ 3.377,62
O salário mínimo necessário para o sustento de uma família de quatro pessoas, calculado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) chegou a R$ 3.377,62 em maio deste ano, o que significa aumento de 8,3% sobre o valor de janeiro passado, de R$ 3.118,62. A rápida variação se explica pela alta inflação neste ano, causada principalmente por reajustes em preços controlados e impostos, que impactam no valor de produtos e serviços em geral e corroem a renda do trabalhador.
Ante o valor de R$ 3.079,31 do maio do ano passado, que considera um período de 12 meses, a variação é de 9,6%, 1,3 ponto percentual acima do cálculo para os primeiros cinco meses deste ano. Se considerado os R$ 2.975,55 de dezembro de 2014, a diferença é ainda maior, de 13,5%. Isso significa que o orçamento das famílias sofreu grande parte da perda em um período de seis meses.
Outro ponto a ser levado em consideração é que a inflação não é considerada de demanda, mas de custos, diz o economista Fabiano Camargo da Silva, do Dieese. Diferentemente do período em que o desemprego caía mês a mês e o consumidor ia às compras, são os reajustes nos impostos e nas tarifas de serviços públicos promovidos pelos governos estadual e federal que refletiram fortemente nos custos das empresas e, por consequência, dos produtos.
Ele lembra que os custos da alimentação, que representam cerca de 30% do cálculo do mínimo necessário, subiram tanto fora quanto dentro de casa. E acima da inflação, o que afeta ainda mais a população de baixa renda.
- Isso ajuda a explicar a sensação de falta de dinheiro do consumidor
- Em 12 meses, a energia elétrica teve um peso de quase um terço da inflação na região de Curitiba
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





