São Paulo – O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) defende que o salário mínimo deveria ser de R$ 1.084,91, seis vezes o valor do atual, de R$ 180,00.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Dieese, somente este valor seria suficiente para a aquisição da cesta básica de mais alto valor, no caso a de Porto Alegre (R$ 129,14), e para atender aos preceitos constitucionais que estabecem que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as necessidades de uma família com alimentação, moradia, educação, saúde, transportes, vestuário, higiene pessoal, lazer e previdência social.
A pesquisa indica ainda que o trabalhador brasileiro precisou cumprir, em fevereiro, uma carga horária de 140 horas e 46 minutos para conseguir se alimentar. Esse volume de trabalho foi menor do que o necessário em janeiro, quando era necessário trabalhar 141 horas e 38 minutos para adquirir a mesma compra.
Pelo levantamento do Dieese em 16 capitais, em fevereiro a média do custo da cesta básica representou 69,29% do mínimo, ante os 69,71%, de janeiro e os 74,70% apurados em fevereiro do ano passado.

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