Salário de shopping permite construir patrimônio
José Carlos Neves Junior tem apenas 25 anos e há sete trabalha no Catuaí. Diferentemente de outros funcionários, ele nunca enxergou seu emprego como temporário ou ''sem futuro'', e resolveu apostar num plano de carreira em lojas do shopping. Resultado: atualmente Juninho - como é conhecido - supervisiona lojas das marcas Triton e Canal, e construiu um patrimônio que soma dois apartamentos, duas motos e um carro do ano.
Para o rapaz, o seu sucesso está relacionado à sua vontade de ter um bom salário e adquirir bens. ''No começo não é fácil, mas vejo que falta pegada para o pessoal que trabalha aqui. Perdi muitos finais de semana e feriados em busca dos meus sonhos. O dinheiro não vai cair do céu, temos que ir atrás dele'', comenta Juninho.
Quando ingressou como vendedor aos 18 anos, José Carlos ganhava um salário de R$ 500. Com o tempo, foi ficando conhecido entre os lojistas, trocou de emprego e três anos e meio depois começou a gerenciar outro estabelecimento. ''Logo cheguei à supervisão e continuo nesse cargo até hoje. Eu cheguei a ganhar R$ 10 mil por mês trabalhando no shopping'', relembra o profissional, que hoje estuda Administração de Empresas e pretende abrir sua própria rede de lojas no futuro.
Outras pessoas com a mesma visão de Junior também vêm o shopping como um local para seguir carreira. Liana Melo, de 27 anos, é formada em comunicação social mas trabalha no shopping há cinco anos para ganhar mais. ''Não pretendo atuar na profissão que sou formada. As pessoas acham que aqui se trabalha muito mais do que o normal, mas na verdade é um emprego moderno, diferente, que nem todos têm capacidade de se adaptar'', complementa.
Numa rápida conversa com alguns vendedores, é possível notar que muitas pessoas com ensino superior não pretendem mudar de emprego. ''Tem que ser focado em resultados, não ter preguiça, ser determinado e fidelizar seus clientes. Esses são alguns 'ingredientes' para se dar bem por aqui'', aconselha Juninho. (V.L)





